Páginas


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O que realmente acontece em uma sessão terapeutica? por Dr Milton Cesar Ferlin Moura


"Para compreender todas as dimensões envolvidas em uma sessão terapêutica temos que sair da linearidade de raciocínio na qual estamos habituados a pensar. Trazendo o conceito de cérebro integral para essa discussão temos que considerar os aspectos da totalidade de ambos os hemisférios cerebrais. As características das atividades que são expressas pela consciência usando o cérebro esquerdo como veículo de representação são diferentes daquelas expressas pelo cérebro direito. Intuição e racionalidade fazem parte da totalidade da consciência, mas a ciência só valida cientificamente, através da metodologia científica, aqueles aspectos do cérebro esquerdo. Aspectos externos e grosseiros percebidos pelos órgãos dos sentidos e/ou os percebidos através da instrumentação óptica (microscópio ou telescópio). A realidade, segundo a ciência materialista, pertence a apenas um único domínio: o fato manifesto.

Estudar a fisiologia humana e compreender os fenômenos que ocorrem abaixo de nossas percepções faz da vida um “milagre”. O processo de cicatrização do corpo humano é algo simplesmente fantástico. Qual Inteligência coordena as ações de células capazes de regenerar um tecido? Quem coordena todos as etapas envolvidas no processo de coagulação do sangue? Você já sangrou alguma vez? Pois bem, você não teve que racionalmente enviar suas células para o local do sangramento com a finalidade de estancar o mesmo. As células sabem o que fazer nessa situação. Simultaneamente, outras células envolvidas no processo de regeneração do tecido começam a exercer a sua função e cicatrizam o tecido. O corpo possui uma sabedoria inata que conhece o caminho da cura. Pena que a medicina ainda não reconhece isso!

A ciência não admite o propósito, a finalidade da evolução. Essa Inteligência do corpo é fruto do acaso e da necessidade, dizem os materialistas. Essa automaticidade adquirida através de um processo evolutivo sem propósito precisa ser urgentemente revista. Temos que admitir um propósito em nossa evolução. Dessa forma, estaremos livres para acessar a sabedoria de nosso corpo e chegarmos bem próximos da compreensão do processo de cura. Tanta dor, tanto sofrimento, tantas doenças agudas e crônicas merecem uma abordagem mais integral, valorizando todos os aspectos que fazem parte de qualquer um de nós. Valorizar nossas intuições, nossas noções superiores, nossos valores tão marginalizados hoje em nossa sociedade.
 Valorizar nossos pensamentos que são verdadeiras informações energéticas de significado, tanto desses valores quanto dos sentimentos. Sentimentos, esquecidos da equação de qualquer etiologia patológica. Várias vezes tornaram-se evidências científicas, mas sem um aprofundamento real de sua participação no processo de adoecer e também no processo de cura. Chegamos ao físico, única realidade palpável, testável e medível que temos para trabalhar cientificamente. Quem disse que tem que ser dessa forma? A realidade ocorre em dois domínios: Possibilidades e fato manifesto. 

Os aspectos sutis ocorrem no domínio das possibilidades, campo transcendente, movimento rápido, matéria sutil com velocidades altas, caracterizam os aspectos internos, particulares. Os aspectos grosseiros ocorrem no domínio do fato manifesto, dimensão espaço-tempo, movimento lento, matéria densa com baixas velocidades, caracterizam os aspectos externos, compartilháveis. Ambos os domínios constituem a realidade formando um todo, uma integralidade, uma totalidade.

Quando uma pessoa procura por uma terapia ela traz a sua bagagem. O especialista terapeuta tem a sua própria bagagem. Ambos, nos minutos transcorridos durante a sessão, estabelecem uma conexão não local. Enfatizo aqui os aspectos sutis envolvidos nessa sessão com os conhecimentos dos princípios da física quântica. Admitido que a mente existe além do cerébro, admitido que há a possibilidade de conexão não local entre a matéria sutil que compõe os pensamentos e sentimentos de ambos, admitido que a intenção coerente em obter essa conexão pode ressoar com a intenção da sabedora inata de ambos os envolvidos na sessão, pode-se concluir que a complexidade dos aspectos envolvidos em cada sessão terapêutica está muito além das interações materias de átomos e moléculas que constituem o físico de ambos.
 A consciência é a base de tudo e escolhe a sua realidade em contextos, em pensamentos, em sentimentos e também no físico. A comunicação entre todos esses aspectos sutis ocorre sem troca de sinais, ocorre de forma não local. A comunicação desses aspectos sutis com o corpo físico ocorre obedecendo o princípio da hierarquia entrelaçada, onde os campos morfogenéticos tocam no corpo físico uma sinfonia específica criando uma representação dessa informação através das moléculas da emoção (neurotransmissores e receptores opiódes).

Capacidade de análise, pensar por palavras, conhecimento científico adquirido são aspectos coordenados pelo hemisfério esquerdo. Capacidade de síntese, pensar por imagens, intuição são aspectos coordenados pelo hemisfério direito. Ambos são importantes e compõe a totalidade da consciência. Atualmente, valoriza-se apenas os aspectos lógicos coordenados pelo lado esquerdo do cérebro. O lado direito é pouco valorizado e até mesmo sabotado e negligenciado. Precisamos de ambos em uma sessão terapêutica holística. Conhecimento e intuição. Noções de anatomia e fisiologia bem como valorizar a intuição. Dessa maneira, tem-se a possibilidade de desenvolver um “pensamento lateral” envolvendo a integralidade dos hemisférios. Unir e integrar os aspectos do físico com seus órgãos, endócrinas, partes do corpo, circulação sanguínea, circulação linfática, sistema nervoso central e periférico, química do corpo, e a maneira como tudo isso interage com o ambiente, com os traumas emocionais adquiridos nos relacionamentos, com memórias passadas, com crenças construídas ao longo da vida. Pode-se valorizar agora a interação das percepções do ambiente (chefe soberbo, colega de trabalho desonesto, vizinho que incomoda, cachorro latindo altas horas da madrugada, pai e mãe austeros, irmãos incompreensíveis) ou seja, todos os aspectos do ambiente que carregam uma informação para a nossa biologia e interagem com a mesma. Nesse processo, contextos, pensamentos e sentimentos estão envolvidos. Significados errados, bloqueios energéticos nos centros vitais, mecanismos biológicos alterados. Essa dinâmica é essencial e necessita ser compreendida por todos nós e também pelos que se propõe a arte da terapia.

Diante disso, pode-se intervir em todas essas esferas que constituem o processo de adoecer e criar uma “fórmula energética”, um “quimismo energético” que circulará pelo organismo promovendo o refazimento do físico ao envolver todos os aspectos sutis da consciência. As vezes, a síndrome do pânico, por exemplo, é apenas uma percepção equivocada do ambiente em que essa pessoa está inserida e que a faz dar significados a contextos de forma equivocada. As vezes a placa de aterosclerose que obstruiu uma artéria coronária está sendo acelerado por um processo íntimo, subconsciente, de incapacidade em expressar suas emoções por influências de épocas longíquas. Essa “fórmula energética” a faria reinterpretar o ambiente de forma mais amena e perceber que o que a fez adquir a doença, o desequilíbrio, agora pode ser reinterpretado e fornecer novas informações para o DNA sintetizar uma proteína sadia. Essa talvez seja a tão sonhada medicina do futuro!! Estou atrás dela!!! Esses aspectos da integralidade são separados por limitações nossas. Temos que mudar o paradigma. A matéria não é a base de tudo. Ela é uma das opções da consciência. Essa, sim, é a base de tudo.

Acreditem, em uma sessão terapeutica tanto o “especialista” quanto o “paciente” estão sendo “tratados” na mesma sessão. Isso mesmo!!! Ambos estão envolvidos no processo. Tirar o EGO em acreditar que o especialista está curando o paciente. Não, o especialista está apenas despertando a sabedoria inata em conseguir a cura ou o refazimento e, nesse processo, recebe da sua própria sabedoria inata o que é necessário para o seu crescimento e/ou transformação. Entrar em uma sessão terapeutica com essa intencão e compreensão abrirá uma enorme oportunidade de ambos crescerem com a dinâmica do processo. Acreditem!

Abraços fraternos

Milton."

Autor:Dr. Milton Cesar Ferlin Moura

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...